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quinta-feira, 22 de maio de 2008

DIGA NÃO À VIOLÊNCIA INFANTIL


A tragédia de Isabella causou comoção nacional, ganhou todas as manchetes de jornais, internet, rádio e televisão. Muitas outras histórias de violência doméstica infantil (não como essa, que como eu já disse, na minha opinião, são de cunho patológico) acontecem todos os dias, sem que se tornem objeto de interesse público. Quantas crianças já foram vítimas de violência e as pessoas não sabem? Até quando este “ar de indignação” tomará conta da população durante dias, sem que nada seja feito, até o dia em que uma nova manchete venha a chamar a nossa atenção?

Há uma violência infantil invisível. Muitos pais e responsáveis se acham no direito de agredir as crianças, como se fossem seus donos, com a frágil desculpa de que estão educando-as. Este é um assunto que tem que ser levado a sério, que deve ser trazido para um debate nacional. Essas crianças precisam ser protegidas por lei. É inadmissível esta violência doméstica infantil, chegando à tragédia de atirar uma criança pela janela. Estes seres desprotegidos estão submetidos a todo tipo de violência física, psicológica, sexual, e isso não acontece só no Brasil. O que existe na verdade é um problema mundial que deve ser considerado como um tema de grande preocupação de todos os poderes e instituições.

É preciso conscientizar a população. Todo o cidadão deve se sentir responsável por cada criança deste país, denunciando qualquer tipo de violência. Atitudes como essas colaborariam para que menos casos de violência passassem despercebidos, invisíveis aos olhos da população e Estado. Toda esta cadeia de maus-tratos que ocorre por debaixo dos panos é motivo de repulsa. A criança precisa ser respeitada e protegida, vista como prioridade absoluta já que é símbolo do futuro. É este o futuro que população e governo desejam ter?